Certa vez me deparei com um post no página do History Channel, de que no ano de 1835, um jornal popular de um centavo de dólar – O New York Sun – anunciava a descoberta de vida na lua.

 

As seis matérias afirmavam que um tal de Dr. Andrew Grant, suposto amigo de Sir John Herschel – astrônomo renomado que em 1834 foi para a Cidade do Cabo, na África do Sul, construir um observatório com um  telescópio gigante. Grant afirmava que Herschel havia encontrado sinais de vida na Lua, com direito a humanoides  parecidos com morcegos,  castores peludos e bípedes e animais fantásticos como unicórnios! Isso sem contar na descrição de paraíso do Éden em meio às crateras.

A matéria ficou conhecida como “O Grande engodo da Lua’’, e é usualmente atribuída ao repórter Richard Adams Locke, com o objetivo de satirizar especulações sobre a vida fora da terra como as do Reverendo Thomas Dick, que em seus best-sellers afirmou que a Lua possuía 4,2 bilhões de habitantes.


Zoeiras à parte, a história pode ser base para uma boa aventura de Call of Cthulhu. A Lua é um ótimo cenário se bem executado. Para quem já conhece o sistema, já deve ter ouvido falar da aventura Bad Moon Rising publicada em 1989 no livro The Great Old Ones. No blog Mundo Tentacular, esta aventura encabeça uma lista das 05 melhores aventuras de Call of Cthulhu. Veja a lista AQUI!

Usando o conhecimento sobre os Mythos, homens-morcegos podem se tornar algumas crias associadas aos Antigos. E os Byakhees são a minha escolha.

BYAKHEE

 

Eis que espalmava ritmicamente a horda de seres alados, híbridos, dóceis e treinados… nem totalmente corvos, nem toupeiras, nem abutres, nem formigas, nem seres humanos decompostos, mas algo que não posso e não devo relembrar. – “The Festival”, H. P. Lovecraft

O Festival é um dos meus contos favoritos do titio Howie, e serviu de base para o meu conto Horror em Ventura.

A sexta edição de Call of Cthulhu descreve os Byakhees como uma “raça interestelar que frequentemente serve a Hastur, o Inominável. (…) Os byakhee podem voar pelo espaço e carregar um cavaleiro cada, contudo, tal cavaleiro precisa proteger-se do frio do vácuo por meio de feitiços e poções apropriadas. Eles não possuem bases na terra, mas podem ser convocados a realizar tarefas ou servir como montaria. (…) É característico do byakhees permanecerem grudados e sugando sangue da sua vítima até a morte.

Eu usei Byakhees na aventura Steampunk “A Nova Frequência”. A sessão está gravada e totalmente editada com efeitos sonoros no FúriaCast, para quem tiver a paciência de ouvir às 06 horas que jogamos.

 

Enfim, notícias como esta do Grande Engodo da Lua são ótimo background para suas aventuras. Ainda mais pelo fato de que com a internet, você tem a chance de usar documentos oficiais e vinculados da época em que sua história é narrada. Veja alguns exemplos do que foi veiculado: